Casal Homoafetivo


Casais homoafetivos podem ter filhos

Com a Resolução do Conselho Federal de Medicina do dia 05 de janeiro, foi liberado para os casais gays que os mesmos possam ter filhos por meio da reprodução assistida.
Cada vez mais casais homoafetivos procuram clínicas de reprodução humana para terem os seus filhos.

Segundo Dr. Salomão, médico especialista em reprodução humana da Clinica Fertilizar, essa busca, que já mão é fácil devido as proprias dificuldades inerentes ao tratamento, os mesmos enfrentam o preconceito. A sensação discriminatória pode ser sutil ou evidente. Entretanto, com o aumento destes atendimentos nos consultórios e com a demonstração mais corriqueira e notória destes relacionamentos, estes conflitos, vem diminuindo com o passar do tempo.

Para os casais que desejam constituir uma família e não têm interesse em adotar uma criança, a única alternativa é partir para os tratamentos de fertilização assistida em clínicas especializadas.

O Conselho Federal de Medicina determina algumas normas que cabe aos médicos seguir rigorosamente. Portanto algumas solicitações feitas pelos casais não podem ser realizados. A saber:

  1. Ter óvulos fertilizados com sêmen de doador e estes embriões serem transferidos para o útero de sua parceira (receptora dos embriões). O Dr. Salomão explica que este procedimento não é permitido, pois é considerado como "barriga de aluguel", corretamente chamado de útero de substituição ou doação temporária do útero. "Segundo o conselho de normas éticas as doadoras temporárias do útero devem pertencer à família da doadora genética, numparentesco até o segundo grau, sendo os demais casos sujeitos à autorização do CRM - Conselho Regional de Medicina",  explica o especialista.
  2. Utilizar o sêmen de um familiar (irmão) de uma das parceiras para fertilizar os óvulos de sua companheira que desta maneira terá um filho com a mesma carga genética das duas. O médico explica que o doador não pode ser um irmão, familiar ou conhecido da paciente, pois os doadores não devem conhecer a identidade dos receptores e vice- versa. "Obrigatoriamente será mantido o sigilo sobre a identidade dos doadores de gametas e pré-embriões, assim como dos receptores. Em situações especiais, as informações sobre doadores, por motivação médica, podem ser fornecidas  exclusivamente para médicos, resguardando-se a identidade civil do doador. Sendo assim não podemos utilizar de um conhecido da paciente", informa Dr. Salomão.

Para os homens homoafetivos a situação é mais complicada, pois dependem dos óvulos de doadora desconhecida e a gestação do útero de parente próxima, irmã ou mãe, que nem sempre aceita gerar o bebê. O Dr salomão informa ainda que em outros países há mais possibilidades, pois se pode pagar a uma mulher pelo "aluguel" do seu útero ou comprar óvulos. Porém, essas opções continuam proibidas no Brasil.







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