Criopreservação de Óvulos


Vitrificação

 

 

A vitrificação, ou congelamento de óvulos, está entre os avanços mais importantes da Medicina Reprodutiva dos últimos anos. A primeira gravidez com oócito congelado ocorreu em 1986 e, desde então, houve grande progresso desta técnica. No início as taxas de gravidez eram baixas, ao redor de 1%.

A justificativa para estes resultados ruins estava na técnica de congelamento inadequada para os óvulos. O oócito é uma célula mais sensível que as demais, e carrega dentro de si uma quantidade maior de água quando comparada às outras. Quando se usava a técnica de congelamento habitual, a mesma que era utilizada para o congelamento de embriões, formava-se no interior do óvulo uma grande quantidade de cristais de gelo, os quais danificavam a estrutura da célula e causavam alterações cromossômicas que impediam ou dificultavam a fertilização da maioria dos óvulos, a divisão celular e a implantação dos embriões.

A criopreservação é um conjunto de técnicas que permite conservar células a temperaturas muito baixas (196º C negativos) com o uso de nitrogênio líquido.

O congelamento de óvulos tem maior chance de sucesso quando realizado com óvulos maduros e permite que as mulheres possam preservar sua fertilidade em situações que eram até há pouco tempo impossíveis. Para que possa ser realizada, é necessário que a paciente passe por um processo idêntico ao da fertilização in vitro. Os ovários serão estimulados, os óvulos serão coletados, encaminhados para o laboratório, desidratados e congelados pela vitrificação.

 

SAIBA QUANDO ESTE PROCEDIMENTO É INDICADO:

1- Para casais que obtiveram óvulos em excesso durante um processo de fertilização in vitro

Em ciclos de FIV, algumas vezes pode haver excesso de óvulos e o casal preferir evitar um número excessivo de embriões, o que implicaria em problemas éticos e pessoais de “descarte”. A VITRIFICAÇÃO de óvulos resolve estes problemas, pois óvulos são células, não são seres vivos, e podem ser descartados se não forem utilizados. Além disso, o embrião pertence ao casal e se ocorrer uma separação nenhum dos dois poderá utilizá-lo sem a autorização do outro. Os óvulos pertencem à mulher, e ela poderá decidir sozinha quando utilizá-los. Se não for realizado o congelamento de óvulos, os embriões excedentes poderão, caso não sejam utilizados, ser doados para outro casal, pesquisa científica ou descartados após cinco anos.

2 - No caso de mulheres que passarão por quimioterapia ou radioterapia

Pacientes que desejam a maternidade e passarão por tratamentos agressivos para neoplasias, como quimioterapia e radioterapia, poderão, antes do tratamento, ter os seus óvulos congelados. É fundamental, nestes casos, que se observe a inexistência do agravamento da doença pelos hormônios indutores da ovulação. Muitas vezes, opta-se pela retirada de fragmentos de tecido ovariano, que serão congelados . Quando a paciente estiver curada da doença, estes fragmentos poderão ser implantados.

3 -  Mulheres com histórico de menopausa precoce entre os familiares

Mulheres com risco de falência ovariana precoce poderão congelar/vitrificar seus óvulos preventivamente. Na época em que desejarem ter filhos, caso seu ovário não esteja funcionando adequadamente, elas poderão utilizar os óvulos que foram congelados anteriormente. Caso contrário, se os ovários estiverem funcionando plenamente, poderão tentar engravidar naturalmente.

4- Mulheres com  35 anos, sem parceiro, que desejem preservar a sua fertilidade

A Inclusão cada vez mais precoce e duradoura das mulheres no mercado de trabalho leva a pensarem em filhos e construírem uma família muitas vezes após os 35 anos. E são vários motivos: dedicação total ao trabalho, especialização na profissão, falta de parceiro no momento mais adequado. Isso tudo faz com que as mulheres atuais posterguem a maternidade.

A vitrificação é uma alternativa viável e deve ser oferecida às pacientes que estiverem dentro das indicações descritas.
Cada vez mais mulheres vêm optando pelo congelamento de óvulos, e os avanços da técnica são realmente encorajadores. Apesar de não ser garantia de gravidez, o congelamento de óvulos já é uma alternativa real para manter a esperança da maternidade.

As mulheres devem ser avisadas de que a gestação é preferível antes dos 35 anos pois é mais segura e com maior probabilidade de se ter um bebê saudável.

 

COMO FUNCIONA

A vitrificação é feita em cinco etapas:

1. Estimulação ovariana: utiliza-se medicamentos que estimulam o desenvolvimento dos folículos ovarianos (que contêm óvulos).

2. Captação de óvulos: quando os folículos atingem o tamanho ideal, aplica-se a última medicação para maturar os óvulos e programar a coleta, feita por punção dos ovários guiada por ultrassom transvaginal. O procedimento é feito sob sedação (anestesia), no laboratório de Reprodução Humana.

3. Avaliação da qualidade dos óvulos captados.

4. Congelamento: os óvulos maduros são congelados em poucos minutos até -196 oC. Esta técnica permite taxas de sobrevivência de 85 a 95%.

5. Manutenção dos óvulos em nitrogênio líquido por tempo indeterminado.

Quando   a mulher decidir usar seus óvulos, estes são descongelados e fertilizados com espermatozoides. Portanto, o tratamento deve ser sempre a Fertilização in vitro. Os embriões formados são transferidos para o útero e o teste de gravidez é feito em aproximadamente 12 dias.

 

SAIBA QUAIS SÃO OS RISCOS E AS CHANCES DE SUCESSO

1. Existe uma idade limite para congelar os óvulos? 

Não existe uma idade máxima para que a mulher opte pelo congelamento de óvulos. No entanto, ela precisa estar ciente de que passar pelo procedimento depois dos 35 anos vai resultar no congelamento de um óvulo mais velho, que pode não se tornar um embrião.

2. Por quantos anos esse óvulo pode ficar congelado?

Não existe um tempo limite. O congelamento, preserva as características do óvulo, que pode ser utilizado anos mais tarde. Assim que passou pelo procedimento, o óvulo não envelhece mais e suas características são mantidas.

3. Existem riscos no processo?

A mulher passa por uma estimulação hormonal, na qual recebe uma carga alta de hormônios para produzir mais óvulos em um mesmo ciclo. Esse processo pode gerar complicações: pode haver reação ao uso de hormônios ou ainda a produção exagerada de óvulos, chamada de síndrome do hiperestímulo ovariano. Com isso, pode ocorrer um distúrbio metabólico pelo acúmulo de líquido no abdome, um dos sintomas é a dor abdominal. No entanto, todas essas complicações podem ser contornadas pelo médico. Se o início do procedimento transcorrer sem problemas, é realizada a captura dos óvulos, via vaginal, com anestesia.

4. Se não utilizar o óvulo e não quiser mantê-lo mais, o que posso fazer?

É possível descartar o óvulo, já que ele é apenas um gameta, como aquele descartado pela mulher todo mês. Se ela quiser, pode doar para pesquisa, mas terá de preencher um termo dizendo que abre mão daquele óvulo.

5. Qual é o número ideal de óvulos para congelar?

Não há um número ideal. Cada mulher deve ser rigorosamente avaliada, principalmente em relação à reserva ovariana, para planejar quantos folículos e óvulos podem ser desenvolvidos durante a estimulação ovariana, permitindo o congelamento de um número adequado para cada paciente.







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