Fatores que influenciam a gravidezo que influencia a gravidez

Quantidade de óvulos, maturidade e fertilização.

São duas razões pelas quais o número de óvulos obtidos pode ser menor que o número de folículos que crescem.

É importante informar que esses fatos são frequentes, e não levam à redução da probabilidade de gravidez.

Quando se retiram os óvulos da paciente, em geral, existe uma mistura de maduros e imaturos, e apenas os maduros podem ser utilizados.

Durante a estimulação ovariana, não há como saber se os óvulos estão maduros ou não, uma vez que o controle da estimulação dos ovários é feito pelo crescimento dos folículos, assumindo-se que, se existem dois ou mais folículos com diâmetros maiores que 17 ou 18 mm, então existirão óvulos maduros. Na grande maioria dos pacientes, isso é verdade. No entanto, pode ocorrer que folículos grandes não tenham óvulos maduros, e isso é um defeito do desenvolvimento dos óvulos dentro dos folículos.

Se isso ocorrer com todos os folículos, então não será possível a formação dos embriões. Em geral, mesmo que ocorram apenas óvulos imaturos num ciclo para estimulação ovariana, isso não garante que, no próximo ciclo, vá ocorrer a mesma coisa.

Quando o espermatozóide é injetado no óvulo, uma série de fenômenos tem início e culmina com a formação da célula ovo, que vai formar o embrião por sucessivas divisões celulares.

A injeção do espermatozóide no óvulo não garante a formação do embrião: é preciso que os fenômenos que ocorrem dentro da célula sejam adequados, o que depende de fatores conhecidos parcialmente.

Por fim, são vários os fatores envolvidos na implantação do embrião no endométrio.

Recomendamos uma avaliação criteriosa com o especialista para que obtenha o sucesso no tratamento.

Implantação do embrião no endométrioimplantação do embrião

Para que uma mulher consiga a tão sonhada gravidez, todas as etapas envolvidas no processo devem trabalhar perfeitamente:

Todos tem que fazer seu trabalho de forma correta e ordenada. O bom funcionamento do eixo hipotálamo hipófise gonadal é importante, pois a hipófise é responsável pela liberação dos hormônios (gonadotrofinas): FSH (hormônio Folículo Estimulante) e LH (hormônio Luteinizante).

Ter a liberação adequada dos hormônios envolvidos, liberar o óvulo e esse ser conduzido livremente até o útero de nada adiantará se houver alguma dificuldade na implantação do embrião no endométrio.

A hipófise deverá produzir adequadamente os hormônios FSH e LH, enquanto que os ovários devem produzir adequadamente o estradiol e a progesterona.

Exames devem ser feitos para se certificar de que a cavidade uterina não tem anomalias, pólipos, miomas ou aderências que possam dificultar a implantação do embrião e seu desenvolvimento. A Histeroscopia – visualização da cavidade do útero através de endoscópio. É o exame mais indicado para uma investigação minuciosa do útero, que além de diagnosticar as dificuldades citadas, pode encontrar processos inflamatórios como endometrites e salpingites não acusado em outros exames.

A ausência de algumas proteínas do endométrio que auxiliam a implantação do embrião, também pode dificultar a implantação. Através de pesquisas, já foram encontradas mais de 50 proteínas, porém as mais comuns são a Claudina – 4 e LIF ( fator inibidor da leucemia ou fator essencial para implantação). Quando encontradas em níveis anormais, a implantação fica prejudicada. Não chega a impossibilitar a implantação, mas reduz as chances de sucesso. Embora esse tipo de diagnóstico seja raro, e só deva ser pesquisado em situações especiais, há que levar em conta essa possibilidade.

A espessura do endométrio e seu aspecto é um fator crucial para o sucesso da implantação do embrião. Em casos de afinamento do endométrio, principalmente após indução de ovulação, é necessário reposição hormonal através de estradiol, progesterona, aspirina entre outros medicamentos  vasodilatadores que deverão ser indicados pelo médico responsável.

Existem outras questões podem prejudicar a implantação do embrião:

  1. Hidrossalpinge – processo inflamatório que dilata as trompas e provoca a formação de conteúdo líquido no seu interior, prejudica o ambiente uterino, dificulta a implantação dos embriões e aumenta a incidência de abortos. A retirada da trompa afetada aumenta significativamente as taxas de gravidez, pois o conteúdo que neles existiam e que provavelmente escorria para o interior do útero impedindo a gravidez, deixa de existir. O diagnóstico de hidrossalpinge pode ser feito pelo ultra-som, histerossalpingografia e pela videolaparoscopia.
  1. A qualidade dos óvulos também é um fator importante. Alguns óvulos mesmo fecundados, muitas vezes não conseguem se transformar em bons embriões e acabam por não evoluir. O ácido fólico é a única vitamina que age diretamente na qualidade dos óvulos. Por isso é importante que o uso dessa vitamina comece antes da ocorrência de uma gestação.
    O ácido fólico também pode ser encontrado em alimentos como espinafre, agrião, feijão, levedo de cerveja, soja, fígado e verduras verdes escuras em geral.
  1. Outro motivo pouco conhecido é a dificuldade do óvulo fecundado se libertar, sair da membrana que o envolve para só então conseguir se fixar no endométrio.

Em casos de reprodução assistida como a Fertilizaçao In Vitro , é possível utilizar uma técnica chamada Assisted Hatching, que consiste basicamente em fazer um pequeno orifício nessa membrana, facilitando a saída do ovo fecundado. Para os outros casos como a Inseminação Artificial e Fecundação Natural, o que beneficia esse processo é a ingestão de ômega 3 e 6 que trabalham a favor da ovulação.

Encontradas em alimentos como salmão, óleo de canola, azeite, sardinha, amêndoas e linhaça, são as gorduras benéficas ao organismo. Esse tipo de gordura permite que a membrana que envolve o óvulo se mantenha mais propícia à penetração do espermatozoide e a saída do embrião.

São vários fatores envolvidos na implantação do embrião no endométrio. O indicado é fazer uma avaliação geral de cada caso com um Especialista em Reprodução Humana para que obtenha o sucesso no tratamento.

Qual o melhor dia para a transferência do embrião?DIA DA TRANSFERENCIA DO EMBRIÃO Terceiro ou quinta dia, qual a melhor opção?

Uma das dúvidas de quem esta fazendo a Fertilização In Vitro é quanto a dia da transferência do embrião e a qualidade dos mesmos.

Em uma gravidez natural, o embrião é formado na tuba uterina e chega à cavidade uterina com cinco dias de vida, em um estágio chamado BLASTOCISTO.

(Blastocisto é um embrião em estágio avançado de desenvolvimento, com cerca de 100 a 200 células).

Quando realizamos a fertilização in vitro por meio da técnica de ICSI, colocamos o espermatozoide dentro do óvulo maduro ( cerca de 4h após a aspiração dos folículos e obtenção desses óvulos).

Após 24h já podemos observar se houve a fecundação do óvulo, formando assim o embrião.

Inicia-se o processo de divisão de células.

Inicialmente o embrião se divide em 2 blastômeros e cada um desses se divide em mais 2 blastômeros, em progressão geométrica. No segundo dia (D2), o embrião pode ter de 2 a 4 células. Essa divisão celular é chamada de clivagem.

Cabe aos biólogos e bioquímicos do laboratório de fertilização in vitro observar o desenvolvimento de cada embrião, mantendo-os em meios de culturas e condições de temperatura e concentração de oxigênio, nitrogênio e gás carbônico adequadas para simular as condições ideais que o embrião estaria na tuba uterina em uma gestação natural.

No terceiro dia de desenvolvimento (D3), estes embriões são estudados e é feita uma classificação dos melhores. Esta classificação é baseada na “MORFOLOGIA”. Na morfologia do embrião, dois itens são analisados:

Quanto menor o número de fragmentações e quanto maior o número de células, teoricamente, melhor será este embrião e maior será a chance de implantação.

No quinto dia de desenvolvimento (D5), o embrião chega a fase de BLASTOCISTO. Esse embrião já apresenta centenas de células e forma-se uma cavidade chamada blastocele. A massa interna do blastocisto vai formar todos os tecidos e órgãos do corpo humano, enquanto a massa externa vai dar origem aos tecidos placentários, juntamente com a parte materna da placenta.

Quando que existe um número grande de embriões de boa qualidade em D3podemos estender a cultura até a fase de blastocisto. Isto permite uma melhor seleção embrionária para transferência e ainda a diminuição do número de embriões transferidos mantendo a mesma chance de gravidez, o que permite reduzir taxa de gravidez múltipla.

Portanto, muitos pensam que se a transferência dos embriões ocorrer neste estágio (ou seja, cinco dias após a coleta dos óvulos), a chance de gravidez poderá ser maior.

Mas nem sempre conseguimos que o embrião chegue a este estágio, pois existe uma perda no número de embriões durante estes cinco dias de desenvolvimento.

A estratégia de se transferir em blastocisto ou em D3 também depende da idade da mulher, número de tentativas anteriores e ansiedade e expectativa do casal e devera ser discutida entre o médico, o casal e a equipe de embriologistas a fim de avaliar quais são as vantagens e desvantagens de cada escolha.

Médico alerta para importância de pensar o futuro da mulher após o tratamento de câncerMédico alerta para importância de pensar o futuro da mulher após o tratamento de câncer

Ginecologista Salomão Nassif Sfeir Filho lembra que sequelas dos procedimentos usados para cura podem afetar capacidade reprodutiva.

O diagnóstico do câncer de mama costuma ter grande impacto para a mulher e sua família. Com pressa, em busca da cura, as mulheres costumam ter preferência pelo início imediato do tratamento. O problema é que essa decisão pode não levar em conta outros fatores, como o futuro da mulher depois de deixar o câncer para trás.

“Os oncologistas mais atualizados têm recomendado a procura pelas clínicas de reprodução”, comenta o médico Salomão Nassif Sfeir Filho – Fabrício Porto/ND

Pensando nisto, o ginecologista Salomão Nassif Sfeir Filho alerta para a importância de pensar na fertilidade feminina. Segundo ele, metade das mulheres diagnosticadas com câncer de mama – em média, 60 mil por ano no Brasil – ainda não tem filhos. Aproximadamente 80% desse total consegue a cura com cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, tratamentos que podem impactar na produção de óvulos. “A quimio e a radio podem deixar a mulher infértil”, avisa o médico. Segundo ele, as substâncias da químio e radioterapia são muito tóxicas e podem afetar temporariamente, ou de forma permanente, a fertilidade. “Quando ainda tem óvulos, a qualidade é ruim”, explica. O tratamento oncológico também pode causar menopausa precoce, além de outros transtornos relacionados à reprodução.

Para preservar a fertilidade da mulher, Salomão orienta que a paciente procure um especialista em reprodução humana em busca de uma alternativa, como o congelamento dos embriões, tecido ovariano ou óvulos, por exemplo. Neste último processo, que leva cerca de 15 dias e não afeta o tratamento do câncer, a mulher é submetida a uma estimulação ovariana e, depois, à coleta dos óvulos.

Outra opção mais rápida, para os casos em que não é possível aguardar os 15 dias para a estimulação do ovário, é o congelamento do tecido ovariano. Nesse procedimento, que leva cerca de dois dias, a paciente é internada para a retirada de parte ou de todo o ovário por meio de uma videolaparoscopia. Os fragmentos retirados são congelados e, depois do tratamento oncológico, reimplantados na mulher.

Não há limite de tempo para o uso do material após o congelamento. Assim, ele pode ser usado depois da realização de todo o tratamento oncológico. O médico ainda lembra que todas as mulheres nascem com um número limitado de óvulos, que vão diminuindo gradativamente a partir da primeira menstruação até a menopausa, quando não existem mais óvulos disponíveis para a fertilização.

Falta de indicação ainda é obstáculo

Salomão calcula que, atualmente, 75% das mulheres procuram por um especialista em reprodução após descobrir o câncer, número que poderia ser maior, segundo ele. “Os oncologistas mais atualizados têm recomendado a procura pelas clínicas de reprodução, mas outros ainda têm receio”, comenta. “A mulher, então, fica curada, mas pode não ter um estilo de vida feliz”, observa o médico, sugerindo que aquelas que optarem pela maternidade possam viver plenamente depois de vencer o câncer.

Link para a matéria no site do Notícias do dia

Trombofilia e a infertilidade

Trombofilia ou hipercoagulabilidade é um termo genérico que inclui situações associadas com uma síndrome de hipercoagulabilidade e consequente risco aumentado de fenômenos tromboembólicos. A trombofilia pode ser hereditária ou adquirida.

Há uma cascata complexa de reações com diversos componentes que promovem a formação de coágulos na corrente sanguínea, desencadeados por alguma injúria no vaso sanguíneo. Quando há alguma ruptura da parede do vaso, para evitar extravasamento do sangue, os fatores de coagulação são ativados e o coágulo formado interrompe esse processo. Também há os componentes que impedem e controlam a formação dos coágulos, permitindo o perfeito controle do sistema de coagulação.

Sintomas

Muitas vezes essa condição é assintomática, mas um dos sinais de alerta é o inchaço repentino.

Gestantes que têm pré-eclâmpsia antes de 34 semanas de gravidez também devem ficar atentas. Outro sinal de alerta é quando a barriga da mãe cresce pouco, já que o bebê não se desenvolve como esperado.

Causas da trombofilia?

Há duas possibilidades de origem para a trombofilia:

Exames Solicitados

-Anticardiolipinas IgM/ IgA/ IgG;
-Anticoagulante Lúpico;
-Anti-trombina III;
-Homocisteína;
-Proteína S;
-Proteína C;
-Pesquisa de Mutação do Fator V Leiden;
-Pesquisa da Mutação da Protrombina;
-Pesquisa da Mutação da metilenotetrahidrofolato redutase (MTHFR);

As trombofilias podem ocasionar oclusão dos pequenos vasos do endométrio e dificultar ou impedir a implantação do embrião. 

As trombofilias são raras e sua investigação deve ser realizada principalmente nos casos de falhas em tratamentos de fertilização in vitro (FIV), abortos de repetição, infertilidade sem causa aparente (ISCA) e nos casos de histórico na família. O tratamento inclui o uso de anticoagulantes (heparina) ou os antiagregantes plaquetários (como o ácido acetilsalisílico).

Falha na implantação da Fertilização In Vitrofalha na fertilização in vitro

A implantação embrionária é um processo biológico altamente complexo e especializado, que envolve a participação ativa do embrião e também do endométrio.

As técnicas de Fertilização In Vitro – FIV evoluem constantemente e faz novas descobertas a cada momento. Mas quando o assunto é corpo humano, não conseguimos trabalhar com exatidão. 

É necessário que o embrião se desenvolva normalmente até o terceiro ou quinto dia (blastocisto) e que o endométrio (camada que reveste a cavidade uterina, formado por duas camadas (funcional e basal) e estimulado por hormônios ovarianos chamados estradiol (estrogênio) e progesterona. O estradiol faz o endométrio crescer durante o período pré-ovulatório e a progesterona deixa o tecido pronto para a recepção do embrião, após a ovulação) esteja receptivo, na sua janela de implantação.

O sucesso da implantação depende tanto da qualidade do embrião quanto da receptividade endometrial. Juntos e de forma harmoniosa, produzirão diversas proteínas responsáveis pelo perfeito dialogo entre esses compartimentos.

As falhas de implantação são consideradas a maior causa de infertilidade em mulheres sem problemas aparentes, e quando a implantação não ocorre apos a fertilização in vitro, caracteriza-se falha repetida de implantação.

Consideramos três falhas seguidas de insucessos como diagnóstico de falha de implantação.

As causas dessa situação podem estar relacionadas ao embrião, ao endométrio ou a ambos.

Fatores relacionados ao endométrio

Fatores relacionados aos embriões

Fatores Imunológicos

Trombofilias

Causas genéticas

Os tratamentos estão vinculados às causas das falhas repetidas de implantação.

Muitas vezes o motivo não é determinável e nesses casos a individualização é fundamental para o sucesso futuro.

 

Hormônio Anti-Mülleriano: saiba o tempo fértil que você temSaiba o tempo fértil que você tem

A avaliação do potencial reprodutivo de uma mulher traz grandes dificuldades na busca de um parâmetro fidedigno. Entre os testes disponíveis, incluem-se a biópsia ovariana, a ultrassonografia transvaginal, exames hormonais e testes com hormônios exógenos.

Entretanto, nenhum deles demonstra resultados satisfatórios na investigação de pacientes inférteis. Mais recentemente, o Hormônio Antimülleriano tem sido considerado um marcador promissor dessa reserva.

Levando-se em consideração que as mulheres estão iniciando a vida reprodutiva cada vez mais tarde, a avaliação da sua capacidade para gerar um filho, torna-se um desafio frequente para o medico especialista em Reprodução Humana, não apenas no aconselhamento dessas pacientes, mas também no manejo de problemas como a infertilidade e a insuficiência ovariana prematura.

Uma vez que não é possível alterar a capacidade reprodutiva dos ovários, a avaliação da reserva ovariana constitui uma abordagem acessível ao médico para tentar driblar a idade cronológica.

A reserva ovariana é o pool de folículos ovarianos disponíveis para recrutamento. Representa o potencial funcional do ovário por meio da quantidade e da qualidade dos oócitos.

Ainda não existe um teste perfeito para a avaliação da reserva ovariana. Assim, o especialista em reprodução Humana deve usar a história clínica, exame físico, ultrassonografia e exames laboratoriais como FSH, contagem dos folículos antraos e AMH para chegar ao diagnóstico mais correto.

Fertilização in Vitro: passo a passo para o tratamentopasso a passo da fertilização in vitro

Existem muitas formas de conseguir concretizar o desejo de ter um filho, uma delas é a fertilização in vitro.

A ciência evoluiu muito nos últimos anos. Os tratamentos estão cada vez mais avançados e cresce o número de bebês que estão nascendo por meio de técnicas de reprodução assistida.

Apesar de ser um assunto já bem discutido. Percebemos que muitas de nossas pacientes, quando chegam à clínica, ainda apresentam dúvidas sobre como esse tipo de tratamento é realizado.

As principais dúvidas são: como a fertilização in vitro é realizada? Quais asetapas? Quanto tempo dura o tratamento? Consigo encontrar centros especializados em reprodução humana em Santa Catarina? Como realizar o tratamento, se na minha cidade não existe um centro especializado em reprodução humana?

Montamos este post para responder algumas destas dúvidas. Vamos começar explicando, passo a passo de uma fertilização in vitro.

Conheça as etapas de uma fertilização in vitro – FIV

FIV – Fertilização in vitro é um procedimento de fertilização de óvulos em ambiente laboratorial, onde são produzidos embriões que posteriormente, serão implantados no útero da paciente.

Abaixo, montamos um esquema onde esclarecemos os 15 dias de tratamento.

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Como é realizado o atendimento do paciente para a realização do tratamento de reprodução assistida?

Todo paciente, ao chegar na Clínica Fertilizar, segue esse processo de atendimento:

 

Atendimento facilitado em Santa Catarina.

Clínica Fertilizar possui atendimento diferenciado e atende em diversas cidades do estado de Santa Catarina.

Se você mora nas cidades de Joinville, Blumenau, Itajaí e Balneário Camboriú, veja como é fácil realizar o tratamento a partir da sua cidade:

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Síndrome do Hiperestímulo Ovariano: o que é e como prevenir?

A estimulação ovariana controlada é utilizada com o objetivo de aumentar as chances de sucesso no tratamento da Fertilização In Vitro.  Através da estimulação ovariana se obtém múltiplos ovócitos e logo, um número elevado de embriões permitindo assim a seleção dos melhores para transferência.

Entre 12 a 20% dos ciclos, a estimulação ovariana tem resposta ovariana exagerada.

Mesmo sendo utilizadas todas as medidas (estímulo com gonadotrofinas, idade, FSH, AMH, IMC) para se evitar um hiperestímulo ovariano, muitas vezes ela pode ser imprevisível.

Síndrome do Hiperestímulo Ovariano (SHO) é a consequência da resposta anormal dos ovários às gonadotroelofinas associadas à administração de gonadotrofina coriônica humana (hCG) para a maturação folicular final.

Esta síndrome, que pode ser uma doença genética e  imunológica, é causada pelo aumento do volume ovariano associado a passagem de fluido para o terceiro espaço, gerado por aumento de permeabilidade capilar.  Este aumento da permeabilidade se deve a um aumento do fator de crescimento vascular endotelial (VEGF).

Estas mudanças na permeabilidade capilar conduzem ao deslocamento de fluido ao terceiro compartimento, causando:

A ação do hCG exógeno sobre as células da granulosa é o que desencadeia a produção de substâncias vasoativas (entre elas o VEGF), o que pode ser potencializado pelo hCGendógeno produzido pela eventual gestação.

Portanto, a suspenção da administração do hCG e ou o cancelamento da transferência embrionária naquele ciclo de tratamento são ações importante nas prevenção da Síndrome do Hiperestimulo Ovariano – SHO.

Atualmente, a estratégia mais utilizada na prevenção do Síndrome do Hiperestimulo Ovariano – SHO é a substituição do HCG por um análogo do GnRH para a maturação folicular, bloqueando assim o aparecimento da Síndrome.

Esta estratégia altera a receptividade endometrial e a conduta é transferir no próximo ciclo e os embriões devem ser criopreservados.

O risco para desenvolvimento de Síndrome do Hiperestimulo Ovariano – SHO pode ser caracterizada por mais de 20 folículos > que 10mm e/ou estradiol > 4.000 pg/ml no dia do hCG. No entanto, existem pacientes que não cumprem estes critérios e terminam por receber a dose de hCG. Caso venha acontecer a conduta as der utilizada poderá ser o adiamento da transferência embrionária e a administração de agonistas da dopaminas (AD).

O AD inibem a fosforilação do receptor 2 para VEGF, inibindo portanto ao aumento da permeabilidade vascular, que leva ao extravasamento de líquidos para o terceiro espaço, diminuindo a formação de ascites e demais consequência da síndrome.

SHO é uma complicação frequente nos tratamento de Fertilização in Vitro e são classificadas como:

Prevenção

A prevenção desta patologia tem inicio antes da administração de gonadotrofinas quando o médico deve atentar-se aos fatores de risco (paciente jovens, historia pregressa de SHO, alta contagem de folículos antrais e pacientes portadores da Síndrome dos Ovários Policísticos) que possam levar a uma resposta exagerada as gonadotrofinas. Para estes casos deve-se propor um protocolo com doses mais suaves, controle ultrassonográfico mais rigoroso e dosagens séricas de estradiol. O uso de protocolo curto com antagonistas do GnRH também mostra menor incidência de SHO em pacientes de risco, assim como a administração de metformina em pacientes portadoras de Síndrome dos Ovários Policísticos.

Os AD – agonistas da dopamina – não inibem por completo o aparecimento da Síndrome do Hiperestímulo Ovariano, apenas diminuem incidência e a gravidade.

Os AD devem ser utilizados em casos limítrofes em que o risco de Síndrome dos Ovários Policísticos grave for baixo.

A administração do análogo do GnRH para a maturação folicular final ainda é a estratégia mais eficaz para prevenir o aparecimento da síndrome.

Nos acasos em que a paciente recebeu hCG e identifica-se o risco de SHO grave após a coleta dos ovócitos o cancelamento da transferência e criopreservação dos ovócitos ou embriões torna-se obrigatória.

Síndrome do hiperestímulo ovariano

Síndrome do Hiperestímulo Ovariano (SHO) é um conjunto de sinais e sintomas que aparecem em pacientes de fertilização in vitro que têm uma resposta exagerada ao tratamento de indução da ovulação.

Algumas pacientes têm uma “alta resposta” ao estímulo hormonal, produzindo mais do que 20 óvulos em um único ciclo. Esta resposta exagerada pode resultar em complicações, em alguns casos graves, caso medidas de segurança não sejam tomadas.

Esta síndrome tem componente imunológico e genético.

Existem dois tipos de Síndrome de Hiperestímulo Ovariano:

  1. Precoce – Os sintomas aparecem de três a sete dias após aplicação do hormônio da gonadotrofina coriônica (hCG).
  2. Tardia – O sintoma tem inico entre o 12 e 17 dias corridos do hCG e tem como fator desencadeador o hCG endógeno em uma gravidez incipiente.

Incidência

SHO  está associada, na grande maioria dos casos, ao estímulo exógeno com gonadotrofinas. Entretanto, sua apresentação flutua de acordo com a intensidade do estímulo exigido pela técnica e, especialmente com as peculiaridades da própria mulher.

A incidência de Síndrome do Hiperestímulo Ovariano em ciclos de fertilização in vitro varia de acordo com os critérios utilizados e os fatores de risco podem ser identificados antes, durante  ou após o estímulo ovariano:

  1. Pacientes jovens (< que 35 anos)
  2. Baixo índice de massa corpórea
  3. Síndrome de Ovários Policísticos
  4. Histórico de alergias
  5. Total de 15 ou mais folículos antrais
  6. Altos níveis de hormônios antimulleriano
  1. Utilização de elevadas doses de gonadotrofinas exógenas
  2. Aumento súbito ou elevado nível de estradiol
  3. Número elevado de folículos (> 20 folículos)
  1. Número elevado de oócito captado
  2. Suporte da fase luúea com hCG
  3. Gestação
  4. Elevado risco de gestação múltipla

Quadro Clínico

Na Síndrome do Hiperestímulo Ovariano os ovários podem crescer rapidamente, aumentando várias vezes de tamanho. Os ovários aumentados trazem incômodos para a paciente além de outras complicações como:

Em casos mais graves, que são mais raros, podem ocorrer acúmulo de líquido nos pulmões e trombose venosa. Conforme tabela abaixo

MODERADA GRAVE
GRAU A GRAU B GRAU C
Desconforto, dor náusea, nenhuma evidencia clinica de ascite, porem com achados de ascite e aumento dos ovários na ultrassonografia Dispneia, oligúria (diminuição da produção de urina) , náusea, vômitos, diarreia, dor abdominal, distensão prenunciada do abdômen, evidência ultrassonografia de ascite importante  e aumento doa ovários Todos os sintomas do Grau A, mais: ascite com acentuada tensão, grande aumento dos ovários, dispneia e oligúria

(diminuição da produção de urina) marcantes, elevação do hematócrito e a  creatina sérica disfunção hepática

Complicações com síndrome de estresse respiratório, insuficiência renal ou trombose venosa

Tratamento

Uma vez instalada a SHO, não existem tratamento específicos. Adotam-se medidas básicas de controle dos sintomas e atitudes que visem minimizar riscos de complicações

Exames que podem ser solicitados

  1. Hemoconcentração ( hemmatócrito > 45%)
  2. Leucocitose ( > 15.000)
  3. Hiponatremia : sódio  sérico < 135 mEq/l
  4. Hipercalemia: potássio > 5mEq/l
  5. Elevação de enzimas hepáticas
  6. Redução do clearance de  creatinina ( < 50 mL/mim)
  7. Creatinina serica ( > 1,2 mg/dL)

Quadros leves não necessitam de internação, mas é preciso manter contato constante com a paciente. Deve-se estar alerta à dispneia e desconforto abdominal e orientar peso e medida da circunferência abdominal diários. A paciente deve ter acesso fácil e rápido ao seu médico sempre que precisar, pois as maiores complicações são decorrentes de atendimentos emergenciais em prontos-socorros por médicos que, por não atuarem na área de reprodução humana, não sabem como lidar com a SHO.

Sintomas

Os sintomas do hiperestímulo podem aparecer antes ou depois da ovulação propriamente dita. Se você está tomando remédios para um tratamento de Fertilização In Vitro, procure seu médico caso esteja com os sintomas abaixo:

Conclusão

As pacientes mais jovens e aquelas portadoras de Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) apresentam um risco maior de desenvolver esta Síndrome. É muito importante, antes de se iniciar a indução da ovulação, se realizar um ultrassom transvaginal para contagem dos folículos iniciais ou antrais.

Para a prevenção deve-se o usar doses mais baixas de medicação em pacientes de risco. Caso a paciente apresente alta resposta, o protocolo mais eficaz é o congelamento de todos os óvulos ou embriões para transferência em um próximo ciclo natural, sem os efeitos dos indutores da ovulação.

Aborto de repetiçãoaborto de repetição

Diferentemente do aborto espontâneo, o de aborto de repetição é definido como a perda de duas ou mais gestações.

Buscar as causas dos abortos, mesmo as pouco prováveis, devem ser feitas e é muito importante , pois os abortos de repetição causam um trauma no casal e, por isso, devem ser vistos com seriedade, caso contrário, a alegria  por um filho se transformará na dor, frustração a decepção imensurável. Portanto, todas as alternativas que justifiquem as causas de abortos, mesmo as pouco prováveis, devem ser investigadas.

As causas de abortamento são variadas, podendo ser devido a uma estatística normal de perda, natural do ser humano e comum a todas as mulheres, fato este ligado principalmente à idade da mulher. Mesmo aquelas que já tiveram filhos, mas perderam um bebê sem causa justificada podem ter problemas específicos que devem ser investigados.

Segundo estatísticas menos de 5% das mulheres irão apresentar dois abortamentos consecutivos e apenas 1% apresentará três ou mais.

Classicamente, os fatores associados à causado aborto de repetição, em aproximadamente 40% dos casais não é identificada, sendo classificados como aborto de repetição idiopático.

As principais causas do abortamento de repetição estão citadas a seguir:

Causas genéticas – Cerca de 60-76% dos abortos espontâneos isolados são cromossomicamente alterados, o que aumenta quanto maior a idade da mulher. Em aborto de repetição As alterações genéticas mais comuns nos produtos de aborto são duplicações ou perda de algum cromossomo ou de parte dele.

Fatores anatômicos, como a síndrome de Asherman,

Leiomiomas uterinos,

Pólipos endometriais – não são frequentes em aborto de repetição, mas podem estar associados a um maior risco de aborto e devem ser retirados, principalmente se maiores de 1 cm.

Incompetência istmo-cervical

Defeitos de desenvolvimento uterino (útero bicorno, útero septado e útero didelfo), e fatores endócrinos, como a síndrome dos ovários policísticos, autoimunes

Síndrome de anticorpo antifosfolípide (SAAF) – principal causa tratável do aborto de repetição, é caracterizada pela associação de anticorpos antifosfolípedes com complicações obstétricas ou trombose.O mecanismo patológico que leva ao aborto se deve à inibição da função e diferenciação trofoblástica, ativação da via do complemento na interface maternofetal levando a processo inflamatório e, tardiamente, a trombose dos vasos placentários.

O diagnóstico genético pré-implantação (PGD) é uma técnica que pode detectar anormalidades genéticas causadas por mutações, anormalidades cromossômicas e, com isso, prevenir a gravidez anormal.

O PGD e o NGD podem também ser uma opção muito eficiente no tratamento de centenas e milhares de mulheres com aborto de repetição no primeiro trimestre, mulheres com história de abortamentos por anormalidades cromossômicas e para aquelas com idade avançada que utilizam óvulos próprios. Pode ser usado para detectar aneuploidias em pré-embriões.

Aneuploidia é uma condição em que o embrião possui número anormal de cromossomos. É a causa de 50 – 70% dos abortamentos de primeiro trimestre, síndrome de Down e outros defeitos congênitos. Prevenindo a transferência de embriões anormais o risco de abortamentos e aneuploidias podem ser reduzidos significantemente.

O pioneiro no uso do PGD para detectar aneuploidias foi o Dr. Santiago Munne, 1990. Nesta época poucos centros possuíam experiência com essa técnica, mas a técnica se difundiu rapidamente e em poucos anos se tornou quase uma rotina.

Para realização do PGD é necessário à realização da fertilização in vitro, obtenção de embriões em laboratório e antes da implantação no útero este é biopsiado e realizado o estudo genético.

O PGD para aneuploidia pode ser usado para reduzir as chances de abortamento. Em um grupo de pacientes de FIV do IRMS at Saint Barnabas, o risco de abortamento foi reduzido em cerca de 60 – 70% e o risco de aneuploidia 65%.

Outro benefício no estudo de aneuploidias foi à redução na incidência da síndrome de Down, melhora nas taxas de gravidez e menores taxas de múltiplos.

O risco do PGD inclui dano ao embrião durante a biópsia. O dano é um fenômeno de tudo ou nada. Se um embrião é danificado ele para de se desenvolver. Os que continuam o crescimento não se tornam anormais pela biópsia

Indicamos o PGD para pacientes com:

1. Abortos de repetição de primeiro trimestre.

2. Aborto ou nascimento de criança com anormalidade cromosômica.

3. Idade avançada.

4. Pacientes com mutações genéticas.

5. Pacientes com translocações balanceadas ou outras doenças cromossômicas.

Os casais que sofrem com abortamento de repetição, além de buscar ajuda médica especializada, podem se beneficiar de suporte psicológico adequado. É muito importante ter hábitos de vida saudáveis como exercícios físicos regulares, boa alimentação, não fumar, evitar uso abusivo de álcool e café, além da suplementação de ácido fólico, são medidas importantes antes de uma nova tentativa engravidar.

Injuria Endometrial – Melhora as taxas de gravidez na FIV

O processo de implantação embrionária é um tema muito estudado hoje, na Reprodução Humana

O endométrio  é um tecido ricamente vascularizado que reveste a parede interna do útero. A função do endométrio é acolher e nutrir o embrião nos estágios iniciais da gravidez, oferecendo condições necessárias para a implantação e nutrição do óvulo fecundado, até a formação da placenta para permitir o transporte de nutrientes e oxigênio, entre mãe e o bebe.

O endométrio apresenta diversas particularidades, pois modifica-se de acordo com a fase do ciclo menstrual.

A “janela de implantação” é o período ideal onde o endométrio se encontra receptivo à implantação do embrião e normalmente isto ocorre entre os dias 19-21 do ciclo menstrual (5-7 dias pós-ovulação)

Neste período, ocorrem diversas mudanças moleculares e na modulação da expressão gênica de diversos mediadores bioquímicos, incluindo diversos sinalizadores pró-inflamatórios. Sabe-se que essas substâncias chamadas citocinas são produzidas no processo de implantação do embrião, além do recrutamento e seleção das células do sistema imunológico, tais como os leucócitos do endométrio e as células NK (natural killer) específicas do útero.

Em Medicina, o termo injúria significa traumatismo causado por fator externo.

Na Reprodução Assistida, a injúria endometrial tem sido proposta com o objetivo de melhorar as taxas de gravidez em pacientes em que não ocorre a implantação embrionária (apesar da transferência de bons embriões, morfologicamente).

A implantação endometrial é um processo complexo, em que o embrião se adere ao endométrio e posteriormente o invade para promover seu desenvolvimento.

 

 

A injúria endometrial consiste em fazer uma “ranhura” no endométrio (com uma pipeta especial chamada pipelldu cornier) como se fosse realizada uma fissura, um pequeno machucado. Então, ele começa a cicatrizar e esse processo de cicatrização engrossa o endométrio, fazendo com que aumentem as chances de o embrião implantar

O procedimento é simples, realizado em consultório, sem a necessidade de qualquer tipo de anestesia. Durante a realização da injúria, a paciente sente apenas uma cólica leve, normalmente bem tolerada.