Outros Tratamentos

Azoospermia

O que é azoospermia?

Os problemas de fertilidade, que preocupam a maioria das mulheres, também causam receio em muitos homens que têm o sonho de ser pais. Um dos problemas de subfertilidade masculina que mais preocupa os homens é a azoospermia, a ausência de espermatozoides no sêmen.

A azoospermia deve ser detectada por exame de laboratório, o espermograma. O diagnóstico correto é muito importante, uma vez que quase 30% dos homens ditos com azoospermia na verdade não são azoospérmicos.

O que pode acontecer é que algumas vezes os espermatozoides somente aparecem no exame após centrifugação do sêmen. Outra possibilidade é a de homens que precisam fazer mais de uma coleta, pois há casos em que o espermatozoide está presente em apenas uma delas. Portanto, o diagnóstico só pode ser dado se após dois ou mais espermogramas não for detectada a presença de espermatozoides, mesmo com a centrifugação da amostra.

Causas da azoospermia

Vários fatores podem ser responsáveis pela origem da azoospermia, entre eles problemas endócrinos ou estruturais, doenças como infecções e maus hábitos de vida. Em muitos casos, a azoospermia pode ser idiopática (sem causa conhecida). Conheça as principais causas da azoospermia:

Problemas endócrinos (hormonais) – Desregulação dos hormônios, aumento na produção de prolactina.

Problemas estruturais – Obstrução dos canais deferentes (tubos que transportam o esperma).

Anomalia cromossômica (Síndrome de Klinefelter).

Casais Homoafetivos

Casais homoafetivos podem ter filhos?

Sim. Uma Resolução do Conselho Federal de Medicina, do dia 5 de janeiro de 2018, libera os casais gays para que possam ter filhos por meio da reprodução assistida. Cada vez mais casais homoafetivos procuram clínicas de reprodução humana para ter filhos.

Segundo o Dr. Salomão, médico especialista em reprodução humana da Clínica Fertilizar, essa busca, que já não é fácil devido às dificuldades inerentes ao tratamento, ainda exige enfrentar o preconceito. A sensação discriminatória pode ser sutil ou evidente. Entretanto, com o aumento destes atendimentos nos consultórios e com a demonstração mais corriqueira e notória destes relacionamentos, os conflitos vêm diminuindo com o passar do tempo.

Para os casais que desejam constituir uma família e preferem não adotar uma criança, a única alternativa é partir para os tratamentos de fertilização assistida em clínicas especializadas.

O Conselho Federal de Medicina determina algumas normas que cabe aos médicos seguir rigorosamente. Portanto, algumas solicitações feitas pelos casais não podem ser atendidas. Veja quais são:

Ter óvulos fertilizados com sêmen de doador e estes embriões serem transferidos para o útero de sua parceira (receptora dos embriões). O Dr. Salomão explica que este procedimento não é permitido, pois é considerado como “barriga de aluguel”, corretamente chamado de útero de substituição ou doação temporária do útero. “Segundo o conselho de normas éticas, as doadoras temporárias do útero devem pertencer à família da doadora genética, num parentesco até o segundo grau, sendo os demais casos sujeitos a autorização do CRM – Conselho Regional de Medicina”, explica o especialista.

Utilizar o sêmen de um familiar (irmão) de uma das parceiras para fertilizar os óvulos de sua companheira, que desta maneira terá um filho com a mesma carga genética das duas. O médico explica que o doador não pode ser um irmão, familiar ou conhecido da paciente, pois os doadores não devem conhecer a identidade dos receptores e vice-versa. “Obrigatoriamente será mantido o sigilo sobre a identidade dos doadores de gametas e pré-embriões, assim como dos receptores. Em situações especiais, as informações sobre doadores, por motivação médica, podem ser fornecidas exclusivamente para médicos, resguardando-se a identidade civil do doador. Sendo assim não podemos utilizar doações de um conhecido da paciente”, informa o Dr. Salomão.

Para os homens homoafetivos a situação é mais complicada, pois dependem dos óvulos de doadora desconhecida e a gestação do útero de parente próxima, irmã ou mãe, que nem sempre aceita tal missão. O Dr. Salomão informa ainda que em outros países há mais possibilidades, pois se pode pagar a uma mulher pelo “aluguel” do seu útero ou comprar óvulos. Porém, essas opções continuam proibidas no Brasil.

Coito Programado

O coito programado é um tratamento de baixa complexidade em reprodução assistida. Geralmente é recomendado para casais nos quais a mulher possui trompas normais e o parceiro apresenta o sêmen também normal. Coito programado consiste em realizar uma indução de ovulação com acompanhamento ultrassonográfico.

Durante o período ovulatório o casal é orientado a ter relações sexuais com maior frequência. É aconselhado confirmar a ruptura folicular, por ultrassom.

Correção de Varicocele

A varicocele é a dilatação anormal (varizes) das veias do testículo, e constitui a causa tratável mais comum de infertilidade masculina. Esta técnica cirúrgica consiste em uma pequena incisão na região inguinal e abordagem microscópica para verificação dos vasos dilatados e preservação das outras estruturas.

Doação de Óvulos

Doação de Óvulos

Faz com que a mulher sinta o desenvolvimento de um filho e desfrute de um parto, presenciando o nascimento. Este procedimento permite que a mulher engravide com óvulos de uma doadora anônima. Os óvulos são fertilizados com os espermatozoides do marido e transferidos para a receptora.

Quando a doação de óvulos é indicada

  • Quando a qualidade dos óvulos não é boa e já houve tentativas, sem sucesso, de fertilização in vitro.
  • Pacientes que não respondem à indução da ovulação
  • Pacientes com mais de 40 anos, com testes de fertilidade mostrando poucas chances de sucesso na fertilização in vitro.
  • Pacientes menopausadas.
  • Pacientes submetidas a cirurgias com a retirada dos ovários ou submetidas a tratamentos quimioterápicos.
  • Pacientes que carregam em sua carga genética doenças que serão transmitidas para os filhos.

Doação de espermatozoides

São obtidos de nosso banco de espermatozoides, compatíveis com o tipo sanguíneo e características do marido.

Banco de sêmen

Esta técnica é utilizada nos casos em que os casais necessitam utilizar sêmen de doador. Ocorrem com casais que não podem contar com a quantidade e/ou qualidade adequada de espermatozoides. O banco de sêmen tem uma lista com as características físicas dos doadores (anônimos), para que a escolha seja realizada da melhor maneira possível.

Endometriose

A endometriose é uma doença crônica que causa debilidade e ocorre devido ao crescimento do endométrio fora do útero. É muito difícil de ser diagnosticada apenas pelos sintomas, o que pode levar de oito a dez anos, em razão das diferentes formas manifestadas em cada paciente.

O diagnóstico de endometriose pode ser feito por meio da descrição dos sintomas, mas pode ser solicitada a realização de alguns exames, como os descritos a seguir.

Exame pélvico

O médico investiga a região pélvica da paciente, procurando por anormalidades, como massas anormais nos órgãos reprodutores ou cicatrizes.

Ultrassom

A análise das imagens permite ao médico averiguar se há presença de cistos nos órgãos da região pélvica. Este exame não permite ao especialista diagnosticar a paciente com endometriose, mas ajuda na identificação de endometriomas, que são cistos associados à endometriose.

Ressonância magnética

A endometriose pode ser detectada, como também a presença de cistos endometrióticos ou a chamada endometriose profunda. É um exame pouco invasivo como o ultrassom, mas com uma pouco mais de sensibilidade do que a ultrassonografia.

Laparoscopia

Este método, apesar de muitas vezes ser utilizado como a última opção diagnóstica, é considerado o padrão ouro para a confirmação da doença. O cirurgião faz uma pequena abertura na região do abdômen e, com a ajuda de um laparoscópico, avalia a cavidade abdominal à procura de pontos de endométrio ectópico ou endometriomas (cistos de endometriose). Uma vez encontradas lesões suspeitas, ele retira uma pequena amostra do tecido e envia para análises laboratoriais. O resultado do exame indicará se a paciente está com endometriose ou não. A laparoscopia na atualidade é pouco indicada em endometriose leve, pois o melhor tratamento é a gravidez.

CA-125

Costumamos fazer exames de marcadores bioquímicos de doenças inflamatórias, pelo fato da endometriose ser uma doença inflamatória e infiltrativa. O CA-125 é um exame de sangue que, quando aponta nível elevado, pode aumentar a suspeita de endometriose, mesmo com lesões pequenas. Ainda que seja um exame muito comum, é pouco sensível e pouco específico. Ou seja, um CA-125 elevado não é sinônimo de endometriose, bem como um CA-125 normal não exclui a doença. O mais importante são os sintomas da paciente. Existem outros marcadores como TNF-alfa, proteína sérica amiloide A e IL-8, mas nenhum tem alta acurácia para o diagnóstico da endometriose. O diagnóstico definitivo só pode ser obtido pela biópsia do tecido comprometido, geralmente pela videolaparoscopia (cirurgia minimamente invasiva).

Concluindo

Os tratamentos da endometriose são distintos para as mulheres que desejam engravidar. Devemos avaliar as lesões causadas por esta doença e indicarmos o melhor procedimento para chegar à gravidez. Os fatores de infertilidade mais relevantes são:

  • A idade da mulher, pois seus óvulos têm a mesma idade dela, que é proporcional a sua reserva ovariana. Após os 35 anos existe, naturalmente, uma diminuição significativa da fertilidade.
  • O tempo de infertilidade, ou seja, o tempo que o casal está tentado engravidar.
  • O fator causador da infertilidade, por exemplo, o fator masculino.

Portanto, dependendo dos fatores, o melhor tratamento é a Fertilização In Vitro, com sucesso de gravidez de até 60% por tentativa.

Síndrome dos Ovários Policísticos

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um distúrbio hormonal que interfere na ovulação, levando à formação de múltiplos cistos nos ovários, ciclos menstruais irregulares e aumento de hormônios masculinos.

O diagnóstico é feito com base em critérios clínicos e exames, como alterações na ovulação, níveis elevados de androgênios e presença de ovários policísticos no ultrassom, além da exclusão de outras doenças.

Muitas mulheres descobrem a SOP ao tentar engravidar, já que ela é uma das principais causas de infertilidade. O tratamento varia conforme o caso e pode incluir mudanças no estilo de vida, controle hormonal e indução da ovulação ou técnicas como fertilização in vitro.

Embora não possa ser prevenida, o diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações reprodutivas, metabólicas e hormonais, facilitando o controle da síndrome e melhorando a qualidade de vida.