Dicas de alimentação para a fertilidade da mulher

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) define infertilidade como sendo a ausência de gravidez após um ano de relações sexuais regulares sem uso de contracepção. Cerca de 10% a 15% dos casais de todo o mundo apresentam infertilidade. Embora a maioria das pessoas joguem a culpa de não conseguir engravidar para mulher, os dados são claros e demonstram que tanto homens quando mulheres estão no mesmo patamar quando falamos de estatísticas de infertilidade.

O estado nutricional e o estilo de vida podem causar grande influência na fertilidade, tanto feminina quanto masculina. O conjunto de hábitos e práticas diárias, como elevado consumo alcoólico, tabagismo, sedentarismo e consumo alimentar inadequado, pode afetar a saúde reprodutiva de ambos.

Continue acompanhando para ver as melhores dicas de alimentação, que podem auxiliar na sua fertilidade!

Por que uma boa alimentação é importante quando se pretende uma gestação?

Existem alimentos que ajudam a engravidar. Isso porque eles contêm propriedades que auxiliam na produção dos hormônios sexuais, aumentam a motilidade de espermatozoides e deixam a mulher nutrida para ter um filho saudável.

Alimentar-se bem é uma preocupação diária para quem quer ter mais saúde e qualidade de vida — e deve ser levada ainda mais a sério por casais que estão tentando engravidar.

Para as mulheres, vários estudos afirmam que o baixo peso (IMC menor que 19 kg/m2) e as condições de sobrepeso ou obesidade (IMC maior que 25 kg/m2) estão associados a um aumento da infertilidade ou a desfechos gestacionais indesejados. Por Isso é importante manter o peso em equilíbrio para seu corpo e não só o peso na balança, e sim uma boa composição corporal com a distribuição adequada de massa magra e percentual de gordura.

 

Quais as dicas de alimentação para a fertilidade da mulher?

De uma forma mais detalhada, veja algumas causas da infertilidade na mulher e o manejo nutricional.

Obesidade:

Considerada uma doença pela OMS, pois a gordura acumulada em excesso pela obesidade traz riscos de AVC, tipos de cânceres, diabetes, hipertensão e, entra vários problemas de saúde, a infertilidade. Atualmente, mais de 50% da população brasileira está em sobrepeso. E 20% dos adultos, está em quadro de obesidade.

 

A obesidade causa resistência à insulina, hiperinsulinemia e estresse oxidativo, além de outros problemas de saúde, como citamos acima.

SOP (Síndrome dos Ovários Policístico)

Além de causar fatores como pele oleosa, acne e aumento de pelos, a Síndrome do Ovário Policístico também pode causar obesidade, diabetes e prejudicar a infertilidade, já que as mulheres não costumam ovular de uma forma saudável e com boa regularidade.

O que consumir nesses casos:

  • Ômega 3
  • Magnésio
  • Prebióticos e Probióticos
  • Vitamina E
  • Coenzima q10
  • Selênio
  • Cromo
  • Dieta com 45% de carboidratos

Doença Celíaca

O glúten é uma proteína presente em diversos alimentos, mas quem sofre com a doença celíaca tem dificuldade no processamento e tem danos no intestino. O ideal é que antes de uma gestação, a mulher tenha a confirmação que não tem uma doença celíaca, já que as complicações colaterais da reação por ingestão de glúten podem acarretar aborto espontâneo.

Quando se tem doença celíaca e é gestante, os cuidados com os nutrientes e absorção deles pelo organismo (que será boa parte enviado ao feto), deve ser redobrado, para o desenvolvimento do bebê.

O que consumir:

  • Probióticos (reconstrução da flora intestinal);
  • Antioxidantes (vitamina C, E, selênio, magnésio);
  • Ferro;
  • Colágeno glicina (reconstrução da flora intestinal);
  • Glutamina (reconstrução da flora intestinal).

Disfunções Tireoidianas

Qualquer disfunção da tireoide deve ser tratada. Tanto no hipertireoidismo quanto no hipotireoidismo, para que o desenvolvimento correto do feto possa ser possível. Pois em ambos os casos, pode ocorrer risco de abortamento espontâneo.

Endometriose

Milhões de mulheres vivem com diagnóstico de endometriose. E ainda centenas tem sintomas com sintomas que não foram ainda diagnosticadas por um profissional com endometriose. Os sintomas incluem cólicas muito fortes, constipação, dores na relação sexual, sangramento intenso no período menstrual, entre outros.

Quais substâncias ajudam:

  • Ômega 3
  • Resveratrol
  • Consumo diário de vegetais e frutas
  • Consumo de no máximo 2 porções de carne vermelha por dia, pois aumenta inflamação e consequentemente o risco de endometriose (isso se a paciente tiver influência genética)
  • NAC (N Acetil Cisteina)

Alergias alimentares

Em uma alergia alimentar a algum componente, o corpo promove uma reação de defesa, por desconhecer a substância, entendendo como uma ameaça. Um dos sintomas mais perigosos da alergia alimentar é o inchaço e bloqueio das vias respiratórias.

É comum encontrarmos mulheres com dificuldade de engravidar, que possuem alguma alergia alimentar. O fator alérgico pode interferir no fator de crescimento endotelial vascular, diminuindo as chances de sucesso de um embrião.

Dicas de alimentação para esses casos:

Vitamina D: melhora a implantação do embrião, promove a maturação do folículo, melhora eficácia na reprodução assistida, favorece a síntese de AMH (hormônio anti-mulleriano), aumenta lactogênio placentário, diminui fatores inflamatórios, diminui abortos espontâneos.

Fontes: nata do leite, peixes (sardinha, salmão, atum), gema do ovo.

Vitamina C e E: antioxidantes importantes necessários para a foliculogênese e presentes no corpo lúteo, favorece a síntese de AMH (hormônio anti-mulleriano), melhora a espessura endometrial, melhora a taxa de implantação do embrião, melhora as taxas de gravidez.

Fontes: Vitamina C: vegetais verde escuros, frutas cítricas (acerola, laranja, limão).

Vitamina E: óleos vegetais, oleaginosas.

Coenzima q10: protege a reserva ovariana (AMH), diminui envelhecimento ovariano, melhora responsividade à FIV (fertilização in vitro), mantém a homeostase ovariana e útero-placentária, melhora a espessura endometrial.;

Fontes: sardinha, cavala, carne suína, bovina, frango, brócolis, gergelim, feijão azuki, espinafre.

Arginina: melhora fluxo sanguíneo uterino, resposta ovariana a gonadotrofina, receptividade endometrial, taxas de gravides na FIV, pré-eclâmpsia.

Fontes: oleaginosas (castanha do Pará, caju, nozes, avelã).

1-Carnitina: antioxidante, anti-inflamatório, anti-apoptotico, aumenta secreção de lH, FSH, estradiol e progesterona, diminui secreção de prolactina, melhora a SOP, diminui amenorreia, melhora e auxilia na regulação da menstruação.

Fontes: carne bovina e suína, bacalhau, frango.

Magnésio: auxilia na resistência a insulina, hiperinsulinemia, SOP.

Fontes: folhosos verde escuros

NAC (N Acetil Cisteina): auxilia na resistência a insulina, estresse oxidativo, hiperandrogenismo, endometriose.

Fontes: brócolis, queijos.

Selênio: auxilia na resistência à insulina, estresse oxidativo, hiperinsulinemia, SOP.

Fontes: oleaginosas (principalmente a castanha do Pará)

Zinco: auxilia na resistência a insulina, hiperinsulinemia.

Fontes: lentilha (necessita deixar de molho entre 12-24h).

Cálcio: auxilia na resistência a insulina, hiperinsulinemia.

Fontes: leite e derivados, sardinha, gergelim, vegetais verde escuros.

Cromo: auxilia na resistência à insulina, hiperinsulinemia, SOP.

Fontes: canela.

Bioflavonoides: auxilia na resistência a insulina, estresse oxidativo.

Fontes: frutas vermelhas.

Melatonina: auxilia no estresse oxidativo.

Fontes: kiwi, cereja.

Ômega 3: auxilia na hiperinsulinemia, SOP, endometriose.

Fontes: peixes (sardinha, salmão, atum), linhaça.

Inositol: auxilia na hiperinsulinemia.

Fontes: peixes (sardinha, salmão, atum).

Vitaminas do complexo B: B6/B9/B12: melhora os níveis de homocisteína.

Fonte Vitamina B6: aveia;

Fonte Vitamina B9: vegetais verde escuros;

Fonte Vitamina B12: carnes.

 

Uma alimentação regrada fará bem para todo o corpo, e pode sim promover uma fertilidade melhor. Por isso, vale a pena as mulheres tentantes se consultarem com um profissional de nutrição quando estão no processo de planejar uma gestação.

Nós fizemos uma live com a nutricionista Isadora Sayuri, que passou dicas de alimentação que podem promover uma melhor fertilidade. O vídeo está no nosso Facebook, Instagram e na aba “vídeos” do site. Não deixe de conferir!

 

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Nosso material tem caráter meramente informativo e não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte o seu médico.

Responsável Técnico: Dr. Salomão Nassif Sfeir Filho PhD CRM/SC 5240 | CRM/SP 33.101 | RQE 2407 / 2408 | Clínica Fertilizar – 2021