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Síndrome dos Ovários Policísticos

Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é um distúrbio que interfere no processo normal de ovulação, em virtude de desequilíbrio hormonal que leva à formação de cistos.

O aparecimento de cistos durante o processo de ovulação faz parte do funcionamento dos ovários, mas eles desaparecem a cada ciclo menstrual.
Em portadoras da SOP, porém, esses cistos permanecem e modificam a estrutura ovariana, tornando o órgão até três vezes maior do que o tamanho normal. A disfunção pode levar à secreção de hormônios masculinos (androgênios) em excesso.

A portadora da síndrome ovula com menor frequência e tem ciclos, em geral, irregulares.

Como diagnosticar a Síndrome dos Ovários Policísticos

O diagnóstico baseia-se em critérios estabelecidos em consenso entre a Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva e a Sociedade Europeia de Reprodução Humana, sendo realizado quando se encontram ao menos dois dos seguintes critérios:

• Oligo ou anovulação crônica.
• Hiperandrogenismo e/ou hiperadrogenemia (aumento de androgênios no sangue).
• Presença de ovários micropolicísticos na ultrassonografia.

Além disso, é necessário que doenças que apresentam sintomas semelhantes sejam excluídas, como tumores produtores de androgênios, hiperplasia adrenal congênita de forma tardia e síndrome de Cushing.

É possível também realizar exames para excluir estas alterações. De maneira geral, encontra-se o hormônio LH maior que o FSH, o que não é comum no ciclo regular, além dos níveis dos androgênios e da insulina aumentados. Já o ultrassom identifica os ovários repletos de folículos que não se romperam, ou a imagem de microcistos. Mas é válido excluir alterações da tireoide, da adrenal e da prolactina.

Tratamento

Muitas mulheres só descobrem que têm o problema quando tentam ter filhos e não conseguem. Quando a Síndrome dos Ovários Policísticos é a única causa de infertilidade do casal, são pacientes que, em geral, apresentam bons resultados em ciclos de fertilização in vitro (FIV), pois têm maior número de folículos, óvulos coletados e embriões formados do que pacientes sem SOP.

No entanto, elas podem responder demais à medicação e apresentar, por isso, desconforto, característico de hiperestímulo dos ovários. Assim, o tratamento das pacientes portadoras desta síndrome deve ser individualizado e extremamente criterioso.

O tratamento ideal pode variar de acordo com o quadro clínico de cada paciente. No caso da infertilidade, o especialista pode indicar a fertilização in vitro, especialmente quando existem outras causas de dificuldade para engravidar, além da ovulação comprometida.

O tratamento da SOP baseia-se em regularizar o ciclo menstrual, reduzir hirsutismo/hiperandrogenismo, induzir ovulação em quem deseja ter um filho, reduzir peso, praticar exercício físico e eliminar fatores de risco para diabetes e doença cardiovascular.

Prevenção da SOP

A SOP não pode ser prevenida, mas quanto mais precoce for o diagnóstico, menor será a chance de complicações futuras.

Já na adolescência podem ser notados os sinais desta síndrome e por isso, além dos fatores hereditários que podem prenunciar o surgimento futuro da doença (mãe e irmãs), deve-se estar atento à obesidade, à quantidade de pelos no corpo e ao padrão menstrual alterado, geralmente longo, alterações estas que podem ser notadas pelos pais.

Entre as causas mais frequentes de infertilidade está o fator ovulatório, e a SOP é a mais comum. Conclui-se, então, que o diagnóstico precoce pode evitar as complicações, entre elas a infertilidade.

Quanto mais precoce for o diagnóstico, mais fácil será a cura ou o equilíbrio da doença. A Síndrome dos Ovários Policísticos deve ser diagnosticada e tratada já na adolescência, devido às complicações reprodutivas, metabólicas e oncológicas que podem estar associadas a ela.

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